Olá, , bom dia!
Vale a pena "entrar na operação" dos outros?
O vídeo é um ótimo exemplo do que acontece quando o piloto atende a todas as "vontades " do cliente.
Há muito tempo eu trabalhava para uma empresa de táxi aéreo no estado de São Paulo, quando fomos contratados por uma outra empresa que estava realizando um trabalho de levantamento demográfico no Vale do Itajaí. Estávamos em 5 pessoas a bordo de um helicóptero Esquilo AS350 e iniciamos o trabalho pelas comunidades ribeirinhas. As solicitações por parte da equipe eram diversas: "Comandante, você consegue pousar ali?"; "Seria possível sobrevoar um pouco mais baixo?"; "Comandante, o senhor poderia retornar para aquele ponto...?"; E por aí seguia... No segundo dia já éramos amigos e fui, aos poucos, "entrando na operação deles".
Voávamos mais baixo acompanhando o rio e eu tentando posicionar o helicóptero no melhor ângulo possível para que um fotógrafo que estava ao meu lado e um cinegrafista, sentado no assento logo atrás dele, pudessem ter a melhor visão possível do local para fazerem as suas imagens. Imaginem que neste momento eu estava olhando para a minha esquerda, de olho no local a ser fotografado/filmado e foi quando, numa fração de segundos, olhei para a frente e havia uma linha de alta tensão ligando os dois lados do vale. Fiz uma curva de reversão, o famigerado "badalo", para me livrar do impacto com a rede e, como vocês podem imaginar, deu certo, caso contrário, este que vos escreve provavelmente não estaria aqui para contar a história, não é?
Então, qual a lição deste texto, Thales?
Não vale a pena, "entrar na operação ", de ninguém! O piloto tem que pilotar, é mandatório permanecer alerta à operação da aeronave e de seus sistemas. Atender às solicitações dos passageiros sempre que possível, mas jamais, ignorar a pilotagem da aeronave e a sua própria consciência situacional.
Bons voos e seguros voos para vocês!
Cmte Thales Pereira.
presidente@abraphe.org.br
#safetyabraphe
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