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A Cara da Manhã

Economia Internacional

Escrito por:

Gabriel Cavaretto, Ricardo Walendorff e Shin Lai

Importante lembrar aos investidores que os mercados são voláteis e que nem sempre se movimentam conforme os fundamentos econômicos

Ásia

Tivemos a divulgação do IPC no Japão, apurando +1,3% no anual e +0,5% no mensal, enquanto o núcleo IPC anual foi de 0,9%, seguindo as expectativas.

Também foram divulgados os Investimentos Estrangeiros em Ações Japonesas, seguindo a queda contínua (-1.481,7 bilhões), além da prévia do PMI Industrial (set) com 52,9 (expectativa de 53,1).

Com resultados mistos no Japão, fechamento positivo em N. York ontem e preparação para feriados locais, estimularam o fechamento positivo dos mercados asiáticos nesta sexta-feira. Dentre as altas, destacamos Xangai com +2,5%, fechando a melhor semana desde início de 2016, com principais ganhos no setor de viagens e lazer, imobiliário e bancário;  a alta de +1,73% em Hong Kong, seguindo a dinâmica chinesa; e a alta de +0,82% em Tóquio, com ajuda do iene mais fraco e retorno dos juros longos que apresentaram boa alta.

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Também tivemos nessa manhã a manutenção do rating da China pela S&P. Segundo a agência, o país sem mantem em A+, com perspectivas estáveis, justificado políticas internas possibilitaram um maior controle do crescimento do crédito, além de perspectiva robusta para o PIB e déficit do governo de apenas 3% do PIB.

Europa

A semana fecha com diversos resultados importantes para os países europeus.

Na França, foi divulgado o PIB trimestral (segundo),  com +0,2% (expectativa de +0,2%). Além do PIB, foram divulgadas as prévias do PMI Industrial, Composto e de Serviços, com 52,5 (expectativa de 53,3), 53,6 (expectativa de 54,7) e com 54,3 (expectativa de 55,2), respectivamente (todos para setembro).

Na Alemanha foram apresentados apenas as prévias do PMI Industrial, Composto e de Serviços, com 55,3 (expectativa de 55,4), com 53,7 (expectativa de 55,7) e com 56,5 (expectativa de 55,0), respectivamente (todos para setembro).

A zona do euro também seguiu com as prévias do PMI Industrial, com 53,3 (expectativa de 54,4), PMI Composto com 54,2 (expectativa de 54,4) e PMI de Serviços com 54,7 (expectativa de 54,4).

No R. Unido destaque apenas para o saldo da Dívida Líquida do Setor Público (ago), que trazia expectativa de 2,85 bilhões, recuperando a queda anterior, mas o resultado veio bem pior, com 5,89 bilhões.

 

Hoje os mercados europeus abriram seguindo a alta acumulada dos EUA de ontem e da Ásia de hoje. Dentre as aberturas positivas, destacamos a alta de +0,62% de Frankfurt e de +0,56% de Londres, que mesmo após PMIs não muito animadores, se mantiveram em alta durante a produção deste relatório.

Economia nos EUA

Seguindo o calendário europeu, nos EUA também teremos as prévias do PMI Industrial, de Serviços e Composto para setembro (10:45). A expectativa do Industrial é de 55,1, enquanto a de Serviços é de 54,9.

Futuros operavam dúbios, as 7:45h de hoje, com Nasdaq +0,01%, Dow Jones +0,10% e S&P -0,01%.

Treasuries e VIX nos EUA – 7:45

Treasuries operavam de maneira dúbia, com +0,46% para 2 anos, e +0,05% para 10 anos (3,08). Enquanto isso, o Vix futuro estava em +0,64% e CBOE vix em +0,93%, na comparação com o fechamento de ontem.

Com a movimentação majoritariamente positiva dos futuros, yields e indicadores volatilidade (vix) positivos, cenário de abertura da bolsa norte-americana novamente confuso, apesar de tendência positiva e de certa volatilidade.

Economia Nacional

Economia nacional

Ontem a cotação do dólar caiu novamente, fechando abaixo de R$ 4,10. O Banco central vem mantende a política de swaps cambiais, sem recorrer aos leilões extraordinários. Além do Real, a moeda americana perdeu valor na paridade com outros países emergentes.

Até terça-feira, o saldo de investidores estrangeiros na bolsa brasileira (B3) passou a ser positivo neste mês, após avanço de R$ 470,258 milhões só na terça-feira. Investidores institucionais permanecem negativos no mês, apesar de recuperação recente. Investidores pessoa física apresentam ainda forte queda acumulada e nesta semana ainda se mantiveram saindo da bolsa.

Ontem a agência de classificação de risco Moody’s, divulgou relatório no qual abrangia as dificuldades que qualquer próximo presidente terá para o Brasil, principalmente pelo atual cenário de polarização política, o que dificultaria a relação com o Congresso. Finalizando brevemente, o relatório se mostrou cauteloso, mas acredita que a economia retomará a rota do crescimento, principalmente se houveram as reformas necessárias e esperam uma redução do risco político após as eleições.

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Destaque para o IPCA-15 de setembro as 9 horas, com expectativa de +0,17% no mensal e de +4,37% no anual. O dia conta também com a divulgação do Índice de Evolução de Emprego do CAGED (12:00), que vem trazendo recuperação boa, com exceção do mês de junho.

 

Política Nacional

Uma notícia boa vinda do TSE no dia de ontem. Foi informado que todo candidato julgado inelegível, deverá prestar contas e devolver os valores utilizados.

Em contrapartida a notícia anterior, a revista britânica The Economist, que apresenta uma visão mais liberal, trouxe como reportagem principal com o seguinte título (na capa) Jair “Bolsonaro, a mais recente ameaça da América Latina”.

De maneira breve, a revista elenca que está surgindo no mundo uma movimentação para líderes de populistas enfáticos, como Trump nos EUA, Salvini na Itália, Obrador no México e outros. Também acreditam que políticas mais populistas levaram o país para a última crise econômica e que um populismo de direita “seria desastroso”. A revista aborda bem amplamente a situação política do país e a necessidade de renovação, concluindo que o Brasil precisa de alguém que realize as reformas necessárias e não acreditam que Bolsonaro seria a pessoa para isso.

Recomendações Diárias Fundamentalistas

Recomendações fundamentalista

DJ Commodities em +0,45% as 7:45

Petróleo: A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou ontem o pagamento de mais 706,6 milhões de reais para cobrir o subsídio no diesel. No agregado, a petroleira já teria 1,6 bilhão de reais aprovados para o recebimento, faltando assim menos da metade, considerando a estimação de 2 a 2,5 bilhões.

No próximo domingo teremos a próxima reunião da OPEP e deverão discutir as últimas altas do petróleo, que vem ganhando destaque, como o tweet de Trump que dizia que os EUA protegem o Oriente Médio e que sem os EUA, eles não estariam seguros, finalizando com a frase “O monopólio da OPEP deve baixar os preços agora!”.

Movimentação dos pares internacionais, preço do petróleo e dinâmica nacional, devem conduzir as ações do setor para hoje.

Brent em +1,02% e WTI em +0,70% as 7:45 desta manhã.

Na Europa (7:23) temos BP em +1,67%, Shell +0,95% e Petrochina fechando em -0,68%.

Viés de alta, com recuperação dos preços externos e pares internacionais positivos (PETR4).

Minério: sem outras notícias para o setor, ações devem absorver movimentação internacional, juntamente com desempenho do dólar e do minério em si.

Minério de ferro fechou em -0,10%, 502,00, na China.

Dólar estava +0,08% as 7:45, cotado a 4,08, apresentando pequena recuperação após a queda de -0,78% de ontem (dia) e de -1,31% no confronto entre os fechamentos.

Na Europa, Anglo American com +2,96%, Rio Tinto em +2,69% e BHP em +2,68%, as 7:31.

Viés de alta moderada, com boa recuperação dos pares internacionais apesar da queda do preço do minério na China e fechamento asiático interessante. (VALE3/BRAP4).

Siderurgia: CSN informou ontem que foi celebrado um termo de ajuste de conduta (TAC) com o estado de RJ, para a manutenção do seu principal ativo, a Usina Presidente Vargas. A usina em questão enfrenta problemas desde 2008 e tem mantido a concessão graças a sucessivos TACs.

Em Londres, ArcelorMittal em -0,14%, com um certo gap de alta (7:40). Pares na Ásia, Nippon Steel +0,63% (com pequeno gap de alta) e Hesteel +1,27%.

Viés alta, com exterior mantendo apresentando novamente boas altas, além do bom fechamento asiático (GGBR4/CSNA3/USIM5). Usiminas pode ser exceção ainda sendo impactada pela última explosão em fábrica em Minas.

Paper e Pulp: sem novas notícias e resultados para o setor, ações devem seguir andamento do mercado internacional absorvendo impactos internos.

Dólar estava +0,08% as 7:45, cotado a 4,08, apresentando pequena recuperação após a queda de -0,78% de ontem (dia) e de -1,31% no confronto entre os fechamentos.

Pulp & Paper Index Price fechou em +0,05%, 632,25.

Par asiático Oji Paper em -0,36% (comparado ao fechamento, alta de +1,12%) e par europeu Stora Enso em +0,88% as 7:43.

Viés de baixa, com ações seguindo a trajetória de correção atual além da movimentação negativa do dólar no dia de ontem (SUZB3/FIBR3/KLBN11).

Bancos: noticiamos apenas que os principais bancos estão em um movimento de redução ou isenção de tarifas para investimentos gerais, com a última grande instituição a anunciar a redução nos juros para entrar no Tesouro Direto, Renda Fixa e Previdência foi a BB.

Sem novidades relevantes para o setor, ações devem seguir tendência da bolsa nacional.

Viés alta moderada, com possibilidade do setor se recuperar após a baixa de ontem e cenário externo mais positivo que pode estimular os negócios internos (BBAS3/ITUB4/BBDC4)

O calendário segue a divulgação da Bmf Bovespa, podendo as empresas divulgar seus dados com antecedência

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