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A Cara da Manhã

Economia Internacional

Escrito por:

Gabriel Cavaretto, Ricardo Walendorff e Shin Lai

Importante lembrar aos investidores que os mercados são voláteis e que nem sempre se movimentam conforme os fundamentos econômicos

Ásia

Na manhã chinesa (terça-feira no Brasil), foi divulgado o saldo da Balança Comercial, além da variação de Exportações e Importações. O mercado projetava uma piora do saldo, caindo de 41,47 bilhões para 39,33B (aumento de 16,2% de importação e de 10% para exportação), contudo os resultados vieram com maior movimentação e saldo pior, com China fechando julho com apenas 28,05 bilhões (aumento de 12,2% das exportações e de 27,3% das importações).

Pregões asiáticos fecharam em mais de uma direção, apesar dos dois maiores países fecharem no negativo. China fechou com queda de -1,27% e Japão com -0,08%.

As quedas principalmente chinesas são justificadas pela piora da Balança Comercial, além de relatos que os EUA podem aplicar mais tarifas contra US$ 16 bilhões de produtos chineses para o próximo dia 23. China promete retaliação e tarifação deve impactar ainda mais a Balança Comercial, visto que, grande parte do saldo positivo ocorre em transações com os EUA (28,09 bilhões em julho).

 

Europa

Dia sem divulgações relevantes na Europa, sendo considerado apenas os possíveis efeitos dos incêndios podem trazer. Desta maneira, mercado acabou por seguir a direção das maiores potencias asiáticas, abrindo o dia com queda generalizada, com maior destaque para queda de -0,20% da bolsa alemã.

 

Economia nos EUA

Pouco destaque no noticiário norte-americano também, tendo apenas a Variação de Pedidos de Hipoteca semanal, as 8h, que veio negativo na última semana (-2,6%).

Futuros operavam alta as 7:45h de hoje, com Nasdaq +0,01%, Dow Jones +0,04% e S&P +0,03%.

Treasuries e VIX nos EUA – 7:45

Treasuries operavam em queda, com -0,16% para 2 anos, e -0,06% para 10 anos (2,971). Enquanto isso, o Vix futuro estava em 0,00% e CBOE vix em -1,37%.

Pela movimentação positiva dos futuros (fraquíssima),  yields e indicadores volatilidade (vix) em queda, cenário de abertura das bolsas norte americanas indica maior força para a cautela, principalmente pela alta dos futuros serem muito fracas.

 

Economia Nacional

A partir da ata do Copom de ontem, foi possível identificar que o Banco Central entende que os choques inflacionários recentes foram relevantes, mas acrescentaram que as projeções para julho e agosto são mais otimistas, considerando que os efeitos da paralisação devem ser temporários e que não devem afetar a meta de inflação para este ano e para o ano que vem. Desta forma, ainda se acredita em aumento da taxa de juros nacional.

Diferente dos mercados externos, hoje teremos mais divulgações importante no Brasil. Serão divulgados o IGP – DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), IPCA anual e mensal, com todos para o mês de julho, sendo o primeiro as 8h e o segundo as 9h. Em geral, as expectativas são para a volta da “nova normalidade” de inflação baixa, com resultados esperados em 0,4%, 4,4% e 0,27%, respectivamente.

Já as 12:30 teremos o Fluxo Cambial Estrangeiro, que vem se recuperando desde a primeira semana de julho e apresentou o último resultado em 4,451 bilhões.

Hoje começarão a serem liberados os saques de PIS/Pasep para todas as idades e para todas as regiões do Brasil. Todos que trabalharam com carteira assinada de 1971 a 88 tem direito de acessar os recursos. Tal liberação deve injetar R$ 35,7 bilhões no economia interna.

Novamente teremos um dia com diversos resultados trimestrais, mas com grande maioria com apresentação após o fechamento do pregão, desta forma, maior possibilidade das ações se movimentarem de forma cautelosa. As principais empresas que divulgarão resultados são: Azul, Braskem, Cosan, Energisa, Engie Brasil, Gerdau (recomendações), Mills e Randon.

Política Nacional

Com a aproximação das eleições, Congresso (Câmara e Senado) se mostra esvaziado e pouco disposto a trabalhar com temas polêmicos, desta maneira, temas como a privatização da Eletrobrás e cessão onerosa ficarão para depois. Acredita-se que apenas serão trabalhados temas com maior acordo, como os projetos de áreas de educação e segurança.

Ontem Temer vetou o chamado Refis do Supersimples. O Projeto de Lei buscava perdoar e trazer novamente empresas que saíram da categoria por dívidas tributárias. O governo optou por vetar para não descumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois seria uma renúncia de receitas.

Na Câmara, ontem foram aprovadas duas MPs importantes para o setor de frete e que foram negociadas por Temer com os caminhoneiros. Uma trata do percentual mínimo de 30% na contratação de frete de transportadores autônomos, e a outra da isenção de pedágio pelo terceiro eixo suspenso. Ambas as propostas agora seguem para o Senado.

Recomendações Diárias Fundamentalistas

DJ Commodities em +0,03% as 7:45

Petróleo: hoje teremos a divulgação dos Estoques de Petróleo Bruto as 11:30, com expectativas de -2,794 Milhões e com anterior a 3,803M. Lembrando que deve seguir a tendência do resultado do dia anterior.

Brent em -0,46% e WTI em -0,65% as 7:45 desta manhã.

Na Europa (7:29) temos BP em +1,69% Shell +0,37% e Petrochina fechando em +1,51%.

Viés de baixa, com provável acompanhamento dos preços de Brent e WTI. (PETR4)

Minério: Foi informado ontem que a Samarco prevê retorno das operações para o primeiro trimestre de 2019, que está parada desde novembro de 2015. A mineradora é uma join venture entre Vale e BHP Billiton, e já informou outras vezes que voltaria as atividades, mas todas foram postergadas.

Mesmo com a notícia acima, ações não devem ser fortemente impactadas, seguindo ainda a tendência internacional e nacional, juntamente com movimentação do dólar e do minério.

Minério de ferro fechou em -0,40%, 502,50, na China.

Dólar estava -0,21% as 7:45, cotado a 3,75.

Na Europa, Anglo American em +0,94% de alta e Rio Tinto em +0,86%, e BHP em +0,95% as 7:33.

Viés de alta. (VALE3/BRAP4).

Siderurgia: ontem após o fechamento do pregão foi divulgado o resultado trimestral da CSN (CSNA3). A empresa registro lucro líquido de R$ 1,16 bilhão, revertendo prejuízo do ano anterior (-659 milhões). Receita líquida teve alta de 32%, chegando a R$ 5,68 bilhões. Ebitda ajustado teve alta de 58%, atingindo R$ 1,42 bilhão. O resultado bate a projeção de lucro (previa-se prejuízo) e a receita esperada pelo mercado. Viés de alta

Hoje antes da abertura de mercado teremos a divulgação dos resultados de Gerdau (GGBR4/3). Diferente de CSN, que o mercado não tinha uma projeção muito otimista, o mercado espera bons resultados para a Gerdau, esperando receita de R$ 11,59 bilhões (melhora na comparação trimestral e anual) e lucro por ação de 0,17.

Em Londres, ArcelorMittal em -1,07% as 7:38. Pares na Ásia, Nippon Steel +1,05% e Hesteel +1,05%.

Viés alta,. (GGBR4/CSNA3/USIM5)

Paper e Pulp: ações devem seguir movimentação internacional e as expectativas para o dólar e as empresas em si.

Dólar estava -0,21% as 7:45, cotado a 3,75.

Pulp & Paper Index Price fechou em +1,39%, 601,45.

Par asiático Oji Paper em +1,92% e par europeu Stora Enso em +2,38% (7:40).

Viés de alta. (SUZB3/FIBR3/KLBN11)

Bancos: ações devem seguir tendência da bolsa nacional.

Viés baixa fraca. (BBAS3/ITUB4/BBDC4)

Fras-le (FRAS3) – a companhia Fras-le anunciou lucro de 17,16 milhões de reais, valor 38,51% menor que o ano anterior. Em contrapartida, a receita líquida teve aumento de 31,40%, entregando 282,6 milhões de reais.

Tupy (TUPY3) - Receitas cresceram +32,3% vs 2T17, R$ 1,2 bi. Os volumes no mercado interno para 6M18 aumentaram +5%, 56,2 toneladas. No mercado externo o aumento foi de +11% vs 6M17, 246 toneladas. Além dos volumes, a desvalorização do Real frente ao Dólar contribui para o crescimento de +32%. No mercado interno a Receita cresceu +25% vs 2T17, R$ 204 mi. No mercado externo a receita aumento +33,7%, R$ 1,01 bi. O custo dos produtos vendidos cresceu abaixo da receita 28% vs 2T17, R$ 1 bi. Assim, o Lucro Bruto cresceu +57% vs 2T17, R$ 208 mi, Margem Bruta 17% ( ante 14,4% 2T17). EBITDA ajustado foi +71% vs 2T17, R$ 180 mi. O resultado financeiro líquido aumentou +206% vs 2T17, negativo em R$ 13 mi. O Lucro Líquido foi maior em +203% vs 2T17, R$ 48 mi. Viés de alta.

Tegma (TGMA3) – Tegma informou que o lucro trimestral foi de 28,19 milhões de reais, crescendo 17,16% em comparação com o ano anterior. A receita líquida também aumentou, chegando a 293,28 milhões, alta de 10,63%.Valores são próximos a expectativa do mercado. Viés de ligeira alta

BR Properties (BRPR3) – ontem BR Properties apresentou os resultados com prejuízo de 61,74 milhões de reais, que representa um aumento de 602% de prejuízo na comparação anual. A receita da empresa também caiu, reduzindo 0,08% chegando a 104,6 milhões de reais. Um ponto positivo foi que a dívida líquida caiu 14,68%. Viés de baixa.

CSU Card System (CARD3) as receitas líquidas caíram 10,9% em 6M18, R$ 232 mi, impactadas por quedas nos Cartões Cadastrados -26%, 19 milhões. Cartões Faturados retraiu -33%, 14,6 milhões. Houve crescimento nas Posições de Atendimento em +2,6%, 2,2 milhões. EBITDA retraiu -6% vs 6M17, R$ 43 mi. Lucro Líquido caiu -5% vs 6M17, R$ 16,5 mi.

Minerva (BEEF3)    a empresa apresentou volumes +32% vs 2T17, 247 milhões de toneladas. Receita Líquida foi maior 45%, R$ 3,7 bi.  EBITDA ajustado foi +27%, R$ 353 mi. Prejuízo Líquido aumento 1.565% vs 2T17, -R$ 926 mi. Viés de baixa.

O calendário segue a divulgação da Bmf Bovespa, podendo as empresas divulgar seus dados com antecedência

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