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A Cara da Manhã

Economia Internacional

 

Escrito por:

Gabriel Cavaretto, Ricardo Walendorff e Shin Lai

Importante lembrar aos investidores que os mercados são voláteis e que nem sempre se movimentam conforme os fundamentos econômicos

Ásia

Na China, no final do dia asiático, apresentou alguns resultados monetários. A Medida Ampla de Oferta Monetária (anual/out) aumentou 8% (expectativa de +8,4%), os Novos Empréstimos (out) foram no volume de 697 bilhões (expectativa de 874 bilhões), enquanto o Crescimento dos Empréstimos (anual/out) variou 13,1% (expectativa de 13,3%). Todos os resultados vieram abaixo do esperado.

Mercados asiáticos fecharam com movimentação dúbia nesta terça-feira, com Hong Kong variando +0,62%, Xangai +0,93%, enquanto Tóquio caiu -2,06%. Mesmos com dados monetários ruins, a China conseguiu manter a melhora nas expectativas iniciada no fim de semana. Já o Japão foi afetado por fatores internos, seguindo abaixo dos principais pares asiáticos, mesmo com queda do iene.

 Europa

Ontem a primeira-ministra britânica, Theresa May, informou que os dois lados (EU e R. Unido) se aproximam do “jogo final” do Brexit. Faltam menos de 5 meses para a data estipulada para o R. Unido sair do UE.

Na Alemanha tivemos o IPC de outubro, com variação mensal de +0,2% (expectativa de +0,2%) e anual de +2,5% (expectativa de +2,5%), enquanto o harmonizado foi de +0,1% no mensal (expectativa de +0,1%) e de +2,4% no anual (expectativa de +2,4%). No final da manhã europeia, ainda foi divulgado o Índice ZEW de Condições Atuais e de Percepção Econômica (novembro), com o primeiro atingindo 58,2 (expectativa de piora para 65) e o segundo -24,1 (expectativa de melhora para -24,2).

Na França, destacamos apenas a divulgação da prévia da Folha não Agrícola do terceiro trimestre, com variação trimestral de +0,2% (expectativa de +0,3%). Lembrando que este é o índice que mede a variação de empregados na França.

No R. Unido, tivemos a divulgação da variação do Rendimento Semanal Médio de setembro, apresentando alta/baixa de +3,2% na exclusão de bônus (expectativa de +3,1), e +3% na inclusão deles (expectativa de +3%). Também tivemos a Variação do Número de Desempregados de outubro, que fechou com +20,2 mil pessoas (expectativa de 4,3 mil), representando 4,1% da população (expectativa de manter em 4%).

Na zona do euro, destacamos apenas a Percepção Econômica ZEW de novembro, atingindo -22 (expectativa de melhora para -17,3), sendo o sexto índice negativo consecutivo.

 

Mercados europeus abriram em alta, com Paris em +0,34%, Londres em +0,17% e Frankfurt em +0,43%. Mediante os resultados apresentados e movimentações internas, as 7:45 horas, as bolsas estavam em alta, com pouca mudança dos percentuais, com menor força apenas para Paris.

 Economia nos EUA

Ontem a presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, informou que não se pode afirmar que o Fed aumentará os juros em dezembro. A fala chamou atenção porque já é quase que um consenso de mercado que os juros subirão em dezembro de 2,25% para 2,5%.

As 8 horas de hoje, será divulgado o índice de Otimismo entre Pequenas Empresas em outubro, com expectativa de aumentar para 108,0 (anterior em 107,9).

Para o meio da tarde, as 16h, será divulgado o Balanço Orçamentário Federal de Outubro, que após apresentar um fechamento positivo no mês anterior (119 bilhões), tem expectativa de outro mês negativo em -116,8 bilhões.

Dos resultados trimestrais, destacamos na pré-abertura de hoje: Cronos Group, Tyson, Home Depot, Aramak, GWG e Magic

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Futuros operavam em alta as 7:45h de hoje, com Nasdaq +0,49%, Dow Jones +0,23% e S&P +0,30%.

Treasuries e VIX nos EUA – 7:45

Treasuries operavam em baixa, com -1,11% para 2 anos, e -0,8% para 10 anos (3,164). Enquanto isso, o Vix futuro estava em -1,53% e CBOE vix em -2%.

Pela movimentação positiva dos futuros, negativa dos yield, enquanto os indicadores volatilidade (vix) operavam também em baixa, cenário de abertura da bolsa norte-americana é confuso, apesar de haver alguma dominância no viés positivo

 

Economia Nacional

Ontem a Arena Pavini informou que os empresários estão mais otimistas com a situação econômica do país após a eleição de Jair Bolsonaro, seguindo a pesquisa da Deloitte com 826 empresas (faturamento de 47% do PIB). Destes empresários, 97% devem investir em alguma coisa em 2019, maior percentual da história, além de 60% afirmarem que lançarão produtos e 70% devem captar recursos para investir nas empresas.

Destaques para a variação das Vendas no Varejo de setembro, com expectativa de +0,3% na comparação mensal e de +1,6% na anual.

Resultados trimestrais em destaque para: Anima, PR Pharma, Bradespar, Cyrela Brasil, Even, Helbor, Banco Inter, Itausa, JBS, JSL, Log-in, Metal Leve, Metralfrio, MRV, Multiplan, Oi, PDG, Rossi residencial, Springs, Totvs e Unicasa

Política Nacional

Tanto Bolsonaro quanto seu futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmaram na segunda-feira que entendem a dificuldade de se aprovar alguma reforma ainda em 2018, com o segundo sendo mais enfático na perspectiva de deixar para o próximo ano. Bolsonaro também informou que serão analisadas as questões sociais também, não apenas olhar os números.

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Em resposta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o Facebook, o Twitter, e no final da noite o Whatsapp, informaram que Jair Bolsonaro não utilizou suas páginas oficiais nas plataformas, para contratar o impulsionamento de mensagens durante a campanha eleitoral.

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Ontem também tivemos a aceitação de Joaquim Levy para comandar o BNDS. Esta indicação veio por meio de Paulo Guedes. Em meio a discussão do comando do BNDS, Bolsonaro informou que irá “abrir a caixa-preta” do banco de desenvolvimento logo no início do mandato

 

Recomendações Diárias Fundamentalistas

Recomendações fundamentalista

O Ibovespa futuro sinaliza que teremos um pregão de ligeira alta +0,32%, embora as commodities como petróleo estejam em queda de quase -2% na cotação do WTI e Brent, que impacta uma das principais ações do índice que é Petrobras

O índice deve seguir a tendência dos EUA, indicada pelo S&P500 Futuros de +0,5%

DJ Commodities em +0,10% as 7:45

Petróleo: as 8:20 será divulgado o Relatório Mensal da OPEP, que trata da interpretação dos países do grupo quanto o ocorrido com o preço e a quantidade da commodity e das perspectivas futuras.

Futuros do petróleo subiram durante sessão asiática.

Brent em -2,17% e WTI em -2,24% as 7:45 desta manhã.

Na Europa (7:25) temos BP em -1,14%, Shell em -0,27% e fechamento de Petrochina com -0,74%.

Viés de baixa, com exterior ruim para o setor e pouca mudança interna (PETR4).

Minério:

Minério de ferro fechou a 511,50 na China, com variação de +1,68%.

Dólar estava +0,00% as 7:45, cotado a R$ 3,77.

Na Europa (bolsa de Londres), Anglo American com -0,69%, Rio Tinto em -0,09% e BHP em +0,56%, as 7:27.

Viés de baixa moderada, com as ações se movimentando mais seguindo notícias internas que fundamentos externos (VALE3/BRAP4).

Siderurgia: comentários feitos pelo presidente eleito Jair Bolsonaro à imprensa no fim de semana dizendo que planeja cortar tarifas de importação de vários produtos, entre eles o aço, fez com que as ações das siderúrgicas nacionais despencassem no pregão de ontem.

Gerdau aprovou na segunda-feira a emissão de 1,5 bilhão de dólares em debêntures simples, não conversíveis em ações, com esforços restritos a distribuição. O prazo de vencimento é de 4 anos e a remuneração definida é de 106,5% da taxa DI.

Em Londres, ArcelorMittal em +0,01% (7:29). Na Ásia, tivemos o fechamento de Nippon Steel com -3,46%, Hesteel +0,97% e Baoshan +0,13%.

Viés baixa, pela possibilidade do sell-off continuar para o setor até algum ponto de mudança bem definido, deixando de lado o exterior (GGBR4/CSNA3/USIM5).

Paper e Pulp:

Dólar estava +0,00% as 7:45, cotado a R$ 3,77.

Pulp & Paper Index Price fechou o dia com leve baixa de -2,02%, atingindo 584,43.

Dos principais pares, o japonês Oji Paper fechou em -2,88%, enquanto os pares europeus Stora Enso estava em -1,67% e UPM em -0,98%, as 7:31.

As empresas ligadas à celulose tendiam a subir em períodos de baixa da bolsa e de alta do dólar, algo que não vem ocorrendo. Desta maneira, acreditamos que a queda continuará até algum ponto de mudança da tendência (SUZB3/FIBR3/KLBN11).

Bancos: Com bons resultados no terceiro trimestre, Bradesco e Itaú ficaram entre os 10 maiores da Am. Latina e EUA, sendo que Bradesco ficou em primeiro lugar, na comparação de crescimento percentual (alta de +37,44%). Santander ficou em sétimo na comparação de crescimento (+33,97%). Itaú é o banco mais bem colocado em termos de resultado absoluto, com lucro de 1,560 bilhão de dólares.

Viés de alta moderada, pela possibilidade de seguir o início positivo vindos das bolsas de NY (BBAS3/ITUB4/BBDC4).

Extra 1:

PARD3 – o Instituto Hermes Pardini divulgou seus resultados na segunda-feira. A Receita Líquida aumentou +8,81%, enquanto o PL subiu +8,52%, fechando com o Lucro Líquido 8,52% inferior ao de 2017 (todos na comparação anual).

AZUL4 – a companhia aérea Azul anunciou seus resultados na segunda-feira. A Receita Líquida aumentou 22,19%, o PL variou em +17,17%, fechando com um Lucro Líquido de 116,57% milhões, sendo 42,87% inferior (todos na comparação anual). Viés de baixa.

ANIM3 – Anima educação apresentou variação de +2,05% na Receita Líquida, Ebtida reduziu -83,21%, PL retraiu -3,02%, a Dívida Líquida aumentou em +12,26%, fechando assim com Prejuízo Líquido de 16,65 milhões, bem abaixo do Lucro de 10,1 milhões de 2017 (todas as variações na comparação anual). Viés de baixa

Banrisul (BRSR6) margem financeira subiu +8,6% vs 9M17, R$ 4,1 bi. Houve forte redução das Despesas de Provisão de Crédito para R$ 830 mi, -24% vs 9M17. Lucro Líquido recorrente aumentou +35%, R$ 796 mi. Viés de alta

Linx (LINX3) receita operacional cresceu +20% vs 3T17, R$ 174 mi. Houve ganho na Margem Bruta de 110 bps, para 72% da Receita, enquanto as despesas cresceram +33,4%, R$ 109 mi,resultando em queda de -22% no EBIT para R$ 16 mi. EBITDA ajustado aumentou +14% para R$ 42 mi, seguido por queda na última linha para R$ 14 mi, queda no lucro líquido ajustado para -29%. Viés de baixa 

Braskem (BRKM5) receita líquida aumentou +19% vs 2T18, R$ 16 bi. EBITDA aumentou +13% e +30%, respectivamente versus 2T18 e 3T17, R$ 3,6 bi. Lucro Líquido aumentou +146% e +68%, respectivamente versus 2T18 e 3T17, atingindo R$ 1,3 bi. Viés de alta

 

 

 

O calendário segue a divulgação da Bmf Bovespa, podendo as empresas divulgar seus dados com antecedência

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